A primeira grande concentração anual da indústria relojoeira deu-se na terceira semana de Janeiro com a realização da 20ª edição do Salon Internacional de la Haute Horlogerie em Genebra – que fomentou diversas iniciativas paralelas. Na ressaca da crise mundial, o rescaldo aos salões genebrinos e a incontornável análise às grandes tendências do sector…
Por Miguel Seabra
Sim, a recessão ainda paira no ar – embora o ambiente da 20º edição do elitista Salon International de la Haute Horlogerie tenha sido bem mais desanuviado do que em 2009.
Mas, e apesar dos inevitáveis despedimentos e falências ocorridos na indústria global do luxo em consequência da crise, as 19 marcas protagonistas concluíram o evento em tom de optimismo graças a índices mais elevados de visitantes profissionais (mais 10 por cento para um total de 12.500, dos quais 1.200 jornalistas) e do volume de encomendas (valor oficial naturalmente não divulgado).
Paralelamente, também a estreante Geneva Time Exhibition (com 38 marcas de nicho e 5.500 visitantes) gerou entusiasmo pela criatividade e alternatividade, a World Presentation of Haute Horlogerie do Grupo Franck Muller voltou a registar animação e admiração, tal como os múltiplos showrooms montados em Genebra por várias marcas tradicionalmente expositoras na feira de Basileia também atraíram visitantes.
Ou seja, o ano está claramente dividido em dois pólos relojoeiros, separados no tempo e no espaço entre Genebra (Janeiro) e Basileia (Março).