Convidada da Montblanc para um meeting na Cidade do Cabo, África do Sul, a Espiral do Tempo propôs usar um Montblanc Meisterstuck Heritage Moonphase em ouro rosa ao longo da viagem, e com ele registar o percurso. Com um pulso mais habituado a cronógrafos e outros relógios desportivos, havia a expectativa de saber como ele, pulso, acolheria o novo residente durante os dias seguintes. O resultado foi ‘cocacolês’ que é como quem diz: o que primeiro se estranhou, depois entranhou-se.
Colocado no pulso, retirado o relógio desportivo que o precedia, a primeira imagem que temos é de um relógio de linhas conservadoras. A ausência da luneta giratória, dos submostradores, múltiplos ponteiros e os vários botões próprios de um relógio desportivo provocam um natural choque visual, uma quase sensação de nudez.
A ‘limpeza’ do mostrador e os indexes das horas encimados pelas doze horas em numeração romana ajudam a criar essa primeira imagem. Após um mais cuidado olhar do mostrador vemos uma disposição menos comum do indicador da data à volta da indicação de fases de lua num submostrador às 6 horas. O fundo do relógio em vidro de safira, os pormenores da caixa e do seu design, nomedamente em relação à conjugação de metal polido e acetinado, começam a fazer-nos olhá-lo de outra forma.
Onde na primeira impressão viamos um relógio conservador – termo por vezes tido como negativo – rapidamente passamos a ver um relógio onde é pertinente usar outros adjetivos, como elegância, sobriedade ou equilíbrio. Mas mais do que os adjetivos que lhe queiramos atribuir, o Montblanc Meisterstuck Heritage Moonphase em ouro rosa dá uma imagem de solidez a quem o usa.
Se pretendemos que o relógio que usamos seja uma extensão da nossa própria personalidade, ou daquilo que gostaríamos que os outros pensem ser a nossa personalidade, então a imagem que este relógio sugere da pessoa que o usa, é a imagem de alguém sólido, consistente, em quem se pode confiar.
Eis o registo de uma viagem, em perfeita companhia de pulso:

No Tintswalo Atlantic Lodge com vista para a Sentinela, o pico em frente, e Hout Bay. © Espiral do Tempo

No Mount Nelson Hotel, onde há obras de restauro. © Espiral do Tempo

Na L’Ormarins, quinta de Johann Peter Rupert dono do grupo Richemont, que detém a Montblanc. © Espiral do Tempo









