
É necessário efectuar o Login ou registar para aceder ao ficheiro PDF.
Messika | Valérie Messika
Se Marilyn Monroe cantava que «os diamantes são os melhores amigos da mulher», Valérie Messika denota um grau muito superior de intimidade, com a mais emblemática das pedras preciosas: o uso contemporâneo do abstrato e da geometria nas suas criações atirou a marca Messika para o primeiro plano da joalharia mundial.
Não é fácil fazer a diferença num mercado joalheiro dominado por casas de renome, muitas delas com uma tradição secular e com um estatuto imperial que é quase inatingível. Mas torna-se mais fácil quando a vocação está no sangue e a intimidade existe praticamente desde o berço – e o progenitor de Valérie Messika habituou-a a lidar com diamantes desde que ela se lembra, não por soberba ou exibicionismo, mas para que, precocemente, e de modo didático, entrasse em contato com a essência do negócio de família. E foi muito naturalmente que a filha de André Messika se tornou designer de joias vocacionadas para exaltar a feminilidade através dos diamantes.
A herança familiar transmitiu a paixão que está sempre por trás da arte. A arte joalheira da charmante Valérie Messika transmite precisamente uma naturalidade desconcertante no uso do diamante: a mais emblemática das pedras preciosas é sempre realçada, mas também tratada, com uma familiaridade que a torna íntima. E é isso que faz com que a maior parte das linhas Messika possam ser usadas não só no dia a dia, com a sua aura simultaneamente chique e natural, mas também nas ocasiões mais formais, através do seu intrínseco valor joalheiro.

Valérie Messika. © Messika
A própria Valérie Messika tem consciência dessa jovialidade na cristalização do diamante. «O conceito que tenho de joia é o de que deve ser uma expressão de moda dotada de uma poesia que possa desafiar o tempo», afirma filosoficamente. Para a jovem designer, as suas joias de culto são «uma segunda pele que sublima a mulher». Essa noção endémica – de proximidade, de contacto, de simbiose – é continuamente sublinhada de modo metafórico no seu discurso com o recurso a imagens sensuais: «são joias de pele, tatuagens de diamante».
E é muito fácil descortinar um espírito jovem e ousado nas joias Messika, com algumas linhas contemporâneas muito rock-‘n’-roll – um estilo que a criadora define como rock-‘n’-diamond – que ficam perfeitamente bem com umas calças de ganga e um blusão de pele num qualquer concerto ou discoteca. E também realizações que parecem ideais para a mais sofisticada das soirées. Mas sempre com um denominador comum: a sua utilização à flor da pele, como se fossem tatuagens preciosas, desde as braceletes aos fios. A outra caraterística forte da chancela Messika prende-se com uma arquitetura minimalista que sabe aproveitar os espaços vazios, para que contribuam para o minimalismo da joia.
Do casual chique ao mais formal

Coleção Promess. © Messika
«O espírito Messika é caracterizado por uma maneira especial de tratar o diamante – com proximidade, de modo cool, de maneira casual chique, quase que dessacralizando o diamante em joias com as quais se pode brincar», diz Valérie Messika. Cada diamante é, logicamente, certificado com garantia de proveniência e com a certeza de uma especialização familiar de quatro décadas.
Todas as criações da jovem marca parisiense deixam transparecer um lado claramente sensual e, por isso mesmo, humano, mas também – e quase que paradoxalmente – uma vertente geométrica e abstrata. Não há nada de massivo. Todas as linhas assentes em delicadas estruturas, nos vários tons do ouro, são fluídas para que se atinja um equilíbrio perfeito, que na maior parte dos casos até é realçado por diamantes em movimento. Diamantes de vários tamanhos e cortes que oferecem uma dinâmica quase aérea, pela sua dança e pela sua metamorfose dentro da própria joia – como se de uma escultura viva se tratasse.

Valérie Messika. © Messika
E, depois, existe sempre uma história por trás de cada coleção, um simbolismo que torna cada peça mais valiosa. Na linha Move, os três diamantes sempre em destaque evocam o amor de ontem, de hoje e de amanhã. Na linha Promess, os arabescos contribuem para a fluidez do conjunto e materialização do vazio, de modo a destacar o trabalho de miniaturização e encastramento. Na linha Gatsby, o minimalismo é levado ao extremo com traços direitos que se vão alterando com o movimento. Na linha Eden, vários tamanhos de diamantes transmitem a ideia de perpétuos movimentos de luz. Na linha Spartacus, as manchettes desafiam as leias da gravidade e os fios de diamante parecem flutuar. Na linha Spiky, a geometria assume o protagonismo de modo piramidal. Na linha Skinny, está patente, de modo genial, a (in)sustentável leveza da marca, sem que essa delicadeza revele qualquer fragilidade, já que a elasticidade dos fios de diamantes está perfeitamente assente num sensacional sistema patenteado de nanomolas que se moldam sem nunca se partir.
Diamantes sempre em movimento, de modo brilhante.

Move-Classique
Reveja aqui a reportagem video Espiral do Tempo sobre a Messika
Mais informações:
Messika
Torres Distribuição



