Sabia que…?

… os mostradores são, muitas vezes, fundamentais para a identificação e potencial valorização de determinados relógios em leilões e que há mostradores que são o ponto de partida para histórias realmente fantásticas que tornam alguns modelos um excelente investimento? Como no caso do Rolex Oyster Perpetual Sea-Dweller Comex.

Sabia que?

Fotos: Antiquorum

A 13 de novembro de 2011, a casa Antiquorum, levou a leilão em Genebra vários modelos Rolex. Entre eles, dois Oyster Perpetual com a referência “COMEX” no mostrador…
Com efeito, no final dos anos 60, a Rolex iniciou uma colaboração com a COMEX (Compagnie Maritime d’Expertise) – uma reconhecida companhia francesa de mergulho, fundada em 1961 por Henri-Germain Delauze, especializada em operações de exploração marinha em altas profundidades e no desenvolvimento de equipamento tecnológico específico para mergulho, incluindo câmaras hiperbáricas. Esta parceria foi oficializada  em 1971. Deixando de parte a curiosa relação entre os nomes de ambas as companhias, a verdade é que os modelos COMEX são uma clara prova dos benefícios que podem advir da complementaridade entre duas entidades de áreas distintas com um objetivo comum: desafiar as profundezas.

Na altura o mergulhador ainda dependia do seu relógio mecânico para controlar o respetivo tempo de mergulho, mas o momento de descompressão acabava por ser um obstáculo tendo em conta o armazenamento de hélio no interior do relógio. Perante este problema, a Rolex criou a variante Sea-Dweller do seu modelo Submariner, especificamente para a COMEX que incluía, pela primeira vez, a engenhosa válvula de escape de hélio. Esta solução permitia ao relógio suportar profundidades até 610 metros, fazendo dele o instrumento de trabalho perfeito para os profissionais da companhia, acostumados a suportar diferentes misturas gasosas, bem como pressões muito elevadas durante longos períodos de tempo. A válvula do Sea-Dweller tornou possível a libertação do hélio que se aloja no relógio, em mergulhos de alta profundidade, evitando, assim, o colapso do vidro no processo de descompressão.

Sabia que?

A colaboração entre a Rolex e a COMEX tem contribuído para avanços significativos nos setores de atuação de ambas as companhias. A título de exemplo, atualmente os modelos Rolex Deep Sea são testados com recurso a um tanque desenvolvido precisamente pela COMEX e muitas das operações efetuadas pelas companhia de mergulho tiveram o apoio incondicional dos instrumentos do tempo da marca relojoeira suíça.
Desde os primeiros lançamentos, foram criadas vários relógios para os profissionais da COMEX. De um modo geral, os modelos têm o logótipo da companhia no mostrador, mas também existem versões nas quais a referência à COMEX está antes gravada no fundo. No dia 13 de novembro, os Rolex COMEX, que estiveram em hasta foram anunciadas como peças extremamente raras. Um modelo de primeira geração datado de 1970 (Ref.5531), um modelo datado de 1980 (Ref.1665) e o relógio pessoal usado por Patrick Raude(Ref.5514/5513), mergulhador de combate da Marine Nationale e profissional da COMEX durante 25 anos. Patrick Raude participou na famosa Operação Janus IV, simulação de mergulho em profundidade que estabeleceu um novo recorde mundial: 501 metros.

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